
O acesso vascular representa a fonte de vida para aqueles pacientes que precisam da hemodiálise como modalidade de terapia renal substitutiva. Para sua maior durabilidade é indicado o monitoramento contínuo com aplicação dos recursos indicados no exame físico: inspeção, palpação e ausculta.
A ecografia se mostra como uma ferramenta amplificadora do exame físico, fazendo parte da inspeção indireta, onde a onda sonora irá viabilizar uma avaliação adicional da estrutura, nesse caso a Fístula arteriovenosa (FAV). Esse método é chamado de insonação.
Alguns conhecimentos básicos do mecanismo de propagação da onda sonora, tipos de sonda e formação de imagens irão fortalecer o operador na utilização deste recurso.
Os Modos utilizados de ultrassom podem ser:
1. Modo-B
2. Modo-M
3. Modo-Doopler
Cada um deles irá oferecer recursos para suporte na avaliação da anatomia ou fisiologia das estruturas.
Para a obtenção de uma imagem de qualidade importante estar atento para os seguintes pontos:
1. Definir a sonda utilizada de acordo com o tipo de estrutura a ser avaliada, considerando os princípios de frequência e profundidade;
2. Ajustar o equipamento para o PRESET ideal
3. Ajustar o ganho da imagem , ampliando uniformemente o sinal de retorno da onda.
4. Ajustar a pronfundidade de onda de acordo com o perfil de estrutura corporal, centralizando bem a imagem;
5. Ajustar o foco, otimizando a qualidade da imagem.
Importante o conhecimento de regras básicas para o posicionamento da sonda:
A marcação da sonda deve ser posicionada de acordo com as regras para obtenção de imagem, devendo coincidir com a marcação na tela do equipamento. Por convenção a marcação deve ser apontada para a cabeça quando utilizado nos planos sagital e coronal e para a direita do paciente quando posicionada no plano transversal. A parte superior da imagem em tela corresponde ao local de contato da sonda com a pele.